Trancado em seu próprio
Mundo, de papel
Canetas e livros.
Onde a solidão
Batia a porta...
Onde alegria passeava
Entre as estantes de livros.
Onde a fantasia das palavras
Despidas saltava pela pagina...
E percorria todo o apartamento,
Demorava horas para recolocá-la
No local...
Nesse mundo esperava você abrir
A porta, pois para você sempre
Estava aberta, mas você nunca chegava...
E a cada vez mais afundava nos seios
Dos livros...
Fiquei dias sem comer, sem beber
Sem dormir
Sem ver você.
Minha mão já tremula, escorregava
Pela borda da pagina,
Contei varias canetas vazias.
O telefone antes tocava
Os pássaros deixaram de vir
A janela...
No ultimo suspiro
Preciso concluir o livro.
Deitei sobre o livro
E apaguei por completo
Não restava mais nenhuma
Força,
Entreguei aos braços dela
Ela levou embora e disse
Descanse em paz.
11.07.2011
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