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segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Hoje digo...

Se eu morresse amanhã perderia
O brilho das palavras em seus
Olhos.
Se eu morresse amanhã, afogaria
Em minhas próprias palavras
Escritas diante anos de amor
E solidão.
Se eu morresse amanha não saberia
Qual seria a sua próxima conquista.
Se eu morresse amanhã seria fatalmente
Esquecido, apagado pela ação constante
Do tempo.
Se eu morresse amanha, não sentiria mais
O seu aroma, nem o toque sutil do seu
Sorriso.
Por isso digo nesse momento
Que amo e a quero muito mais.
Não posso contar com o amanha.

22.08.2011 ( Releitura do poema “Se morresse amanhã, Alvaro de Azevedo; pequena homenagem ao grande poeta)

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